19 de janeiro de 2017

Quanto Vale um Dia?





 Muitos vivem hoje mergulhados em uma rotina tão intensa de compromissos que nem notam os dias passarem, querem ver seus projetos, planos e sonhos realizados, mas esquecem de aproveitar um presente que ganham diariamente e que nunca mais poderão recuperar. Exatamente, o tempo.

 Tratamos com descaso os 86.400 segundos, que recebemos todos os dias para gastar da maneira que quisermos. Realmente não damos valor, mas você já se imaginou sem ter noção do tempo? Sem saber que dia é hoje? Que horas são?

 Mas é exatamente desta maneira que vivem os que estão encarcerados, muitos não sabem o dia, o mês, perdem completamente a noção do tempo.

 Foi por isso que a UNP preparou 890 calendários de 2017 especialmente para distribuir aos internos dos presídios UPRSL 4 e 5, no Maranhão. O evento ocorreu nos dias 19 e 21 de dezembro e contou com a presença do pastor Venino Aragão de Souza, responsável pela UNP no Maranhão, que fez questão de entregar os calendários pessoalmente aos internos, juntamente com a presença de sua esposa Estela Maris de Souza e mais três obreiras.

 Ele nos conta em detalhes o motivo que o fez tomar essa iniciativa:

 “Em 2008, quando eu e uma equipe de voluntários chegamos no presídio para realizar a evangelização interna com os detentos, ao chegar na quadra onde eles tomam banho de sol, eu vi um homem tentando fazer um tipo de calendário, quando eu me aproximei ele me perguntou – Pastor! Que dia é hoje? – Eu respondi a ele e perguntei – Porque você está querendo saber que dia é hoje? E o que é isso que você está tentando fazer? – Ele me respondeu – É um calendário. Aqui neste lugar a gente se perde no tempo. – E depois de ouvir essas palavras eu fiz um voto com Deus, todos os anos, enquanto eu estiver nesse trabalho, trazer calendários para todos os internos, e assim tem sido todos os anos desde então.

 Quando os detentos recebem os calendários, a primeira coisa que fazem é procurar o dia de seus aniversários, de suas audiências, e também o dia em que foram presos, para contar quanto tempo falta para estarem livres novamente. ”





Colaborou: Mídia UNP - MA

13 de janeiro de 2017

Tinha Tudo para dar Errado!




Meu nome é Aparecida dos Santos, tenho 50 anos, sou viúva, empresária, e o que eu vou contar a seguir é a minha trajetória percorrida até aqui, que é algo realmente muito forte.

Minha juventude foi de muito sofrimento, meu padrasto bebia muito, haviam muitas brigas dentro de casa por conta da bebida, a casa era um inferno e quase fui violentada pelo meu padrasto. Foi horrível!

Após este incidente foi quando eu iniciei no mundo das drogas. Por muito tempo fui usuária de cocaína e quando certo dia eu estava em uma casa onde eu comprava e consumia drogas, conheci o meu marido. Justamente neste dia chegou um rapaz trazendo certa quantidade de drogas para abastecer aquele ponto de vendas, começamos a conversar e em pouco tempo passamos a namorar e nos casamos.

 Depois do casamento eu parei com os vícios e ele parou com as vendas, por conta dos dois filhos que vieram a nascer, certo dia tivemos uma briga seria e chegamos a uma separação onde ele desestruturado emocionalmente começou a vender drogas novamente, foi então que a polícia pegou ele com muitas quantidades de drogas, ele foi preso e condenado a três anos de cadeia.

Durante as visitas, por não ter ninguém para cuidar dele, tornamos a nos reconciliar, foi uma época muito difícil, eu estava com duas crianças e tinha que leva-los comigo para dentro do presidio. O lugar era muito carregado e o clima era muito difícil, na época trabalhava muito como doméstica e não tinha ninguém que me ajudasse, foi então que comecei a usar cocaína novamente.

 Depois de um tempo meu marido saiu da prisão e começamos a nos erguer financeiramente, abrimos um bar e foi quando as coisas começaram a caminhar. Nossos filhos nesta época já eram crescidos e viam constantemente brigas entre eu e meu marido, as brigas eram sempre por causa das crianças pois ele me acusava que eu não as educava de forma correta, pois os meus filhos também começaram a usar drogas, foi então que mais uma vez brigamos e nos separamos, eu caí de uma forma pior nos vícios.

Um dia quando eu voltava do meu trabalho, fui direto para o ponto de venda de drogas onde eu consumia cocaína. Próximo do local, ouvi um grito de uma pessoa desesperada, quando vi era meu filho que estava sendo prezo pelo policial. Neste momento meu instinto de mãe falou mais forte! Eu agarrei o policial e fiz soltar meu filho, que fugiu, o policial ficou muito irritado com a minha atitude. Neste momento o policial me revistou e encontrou comigo uma pequena quantidade de drogas que ele mesmo havia colocado, ele me levou para delegacia e fui condenada a um ano e três meses de prisão injustamente. Ironicamente a situação se inverteu, eu que antes visitava meu marido na prisão, agora aguardava as visitas dele, era o meu marido agora quem me visitava na prisão.

 Dentro da prisão fui evangelizada por um voluntário da Igreja Universal, tudo aquilo que ele falava tocou fundo dentro de mim, eu aceitei aquelas palavras, fiz um pacto de obediência, de sacrificar tudo de errado e entreguei a minha vida a Jesus. Logo depois soube que o meu filho mais velho fez a mesma coisa do lado de fora, havia deixado o mundo do crime e também estava buscando a Deus.

 Quando saí da prisão fui direto com meu filho a uma igreja Universal. A partir daquele dia passei a ter um compromisso com Deus de fato e de verdade, eu e meu marido começamos a construir nossa vida novamente e abrimos um comercio no ramo de produtos para piscinas, tudo com muita luta e dificuldade, mas estávamos crescendo.
 Certo dia meu filho mais novo, que ainda estava no mundo da criminalidade, apareceu em casa no meio da noite todo ensanguentado. Contou que tinha brigado na rua, meu filho mais velho já afastado da igreja, se revoltou, pegou uma arma com um amigo, chamou o irmão agredido e foi atrás do agressor. Chegando no local onde o agressor se encontrava meu filho mais novo (o que tinha sofrido as agressões) matou o agressor com dez tiros. Um ano depois os dois foram presos.

O mais velho pegou um ano e o mais novo dezesseis anos de prisão. Nessa época o pai não tinha mais condições de ir ver os filhos encarcerados, pois a doença o havia debilitado.

Agora eu me encontrava com dois filhos presos e o marido internado. Mesmo assim continuei usando a minha fé, fazendo meus propósitos com Deus e lutando pela minha família.

O filho mais velho se converteu de verdade dentro da prisão através das reuniões feitas pela UNP dentro das unidades prisionais; meu marido faleceu me deixando com muitas dívidas. Mais através da fé consegui pagar uma por uma. Lembro que nesta época comprávamos um balde de cloro e hoje em meio a crise compramos de carreta fechada. Comprei meu carro, tenho a casa, que é a mais bonita da rua onde moro, meu filho mais velho foi solto, o mais novo já se converteu graças a DEUS. Hoje eu e meu filho mais velho vamos juntos para a igreja.





Colaborou: Mídia UNP Jaçanã

6 de janeiro de 2017

Café da manhã Especial de Natal





No último sábado, dia 23 de dezembro os voluntários da UNP – SP do bloco sul e oeste organizaram o último café da manhã do ano de 2016 para os familiares de detentos, no CDP de Pinheiros.

 O evento contou com o apoio de mais de 30 integrantes, alguns chegaram antes mesmo do dia clarear. No intuito de ajudar cada vez mais os familiares, o grupo realizou uma pesquisa rápida com 83 familiares para avaliar como eles veem este trabalho e quais os resultados na vida dessas pessoas. Antes, durante e após o café ser servido, 5 voluntários saíram entrevistando familiares entre 19 e 73 anos de idade. A grande maioria sendo mulheres, entre elas; mães, esposas, filhas e irmãs.

 Na oportunidade, os voluntários presentearam cada familiar com um DVD da palestra realizada com o Bispo Macedo “ Como a mulher sábia pode edificar sua casa “.

 Vejam agora o resultado desta pesquisa.

O que você acha do trabalho de evangelização dentro e fora dos presídios, realizado pela igreja Universal?
Ótimo: 44       Bom: 38          Ruim: 1

Você já participou de uma reunião na igreja Universal?
Sim: 50           Não: 33

Você tem alguma experiência boa em relação a este trabalho? Algo que te ajudou, podendo ser uma palavra de animo, um livro ou uma oração.
Sim: 60           Não: 23 (grande parte destas pessoas estavam ali pela primeira ou segunda vez)

Você conhece algum outro meio de divulgação deste trabalho? Podendo ser: O blog, página do Facebook ou programa de rádio.
Sim: 38           Não: 45

 Você já participou de uma reunião no templo de Salomão?
Sim: 20           Não: 63

 Você já recomendou ou recomenda que teu ente querido participe das reuniões realizadas dentro do CDP pela igreja?
Sim: 69           Não: 14

 A ideia da pesquisa nasceu com o intuito de saber onde o grupo pode e deve melhorar e ao mesmo tempo fazer com que cada um dos familiares venha refletir nas perguntas que ouviram e nas suas respostas. Em 2017 o grupo UNP chegará com mais força ainda. 



Colaborou: Mídia UNP - SP Bloco Sul

"A Dama da Fé" no Presídio em Rio Preto



 No último dia 10 de dezembro a equipe de voluntários da UNP esteve no centro de ressocialização  feminino (CRF) de São José do Rio Preto, onde foi realizado a entrega do livro " A Dama da Fé" de Ester Bezerra. 
 O livro que trás a história da esposa de um dos maiores líderes espirituais da atualidade, mostra como, através da fé, enfrentar situações adversas.

 O evento contou com a participação do Bispo Afonso Silva, responsável pelo trabalho trabalho da UNP no Brasil. 
 
 Usando o exemplo das mães que, devido aos delitos cometidos, hoje se encontram afastadas dos seus filhos por estarem reclusas, da mesma forma, Deus nos vê se afastando de dEle quando escolhemos permanecer no pecado. Muitas querem lutar com a força do próprio braço por desconhecerem contra o que e quem estão lutando. Porém, uma vez que se voltam para Deus, abrindo mão do pecado, Deus começa agir em suas vidas a seu favor.
 
 Foi ensinado que para se estar no esconderijo do Altíssimo, é necessário abrir mão do ódio, mágoa e outras coisas que nos afastam de Deus.
Na ocasião foram entregues 300 livros " A Dama da Fé", a felicidade estampada em seus rostos era visível. 
 
 O líder da UNP no boco de São Jose do Rio Preto, Marcio Silva destaca a importância em acreditar na transformação destas mulheres, que hoje se encontram em uma posição de descrédito total na sociedade, onde ainda se acredita no sofisma que diz : "bandido bom é bandido morto". A UNP acredita, até mesmo quando os próprios familiares não acreditam mais. 
 
 Incluímos em nossas vidas  aqueles que hoje estão excluídos da sociedade e do seio familiar. Essa tem sido a batalha dos voluntários da UNP, resgatar essas vidas dando uma nova oportunidade de se escrever uma nova história de transformação.
 
 
 
Colaborou: Mídia UNP - Rio Preto

Confraternização com familiares no CDP de Parelheiros





Foi com muita satisfação que o grupo UNP realizou no sábado, dia 17 de dezembro,uma confraternização especial com quase 200 familiares no CDP de Parelheiros .

 Antes de iniciar a confraternização, o grupo realizou uma unção de proteção com direito a uma oração por todos os familiares que se encontravam angustiados, abatidos, magoados e enfermos. Após a oração muitos foram curados de suas enfermidades e libertos de suas angustias.
Ainda no momento espiritual da confraternização, os familiares fecharam os olhos e buscaram a Deus em um momento exclusivo de intimidade e comunhão com Deus.

 Logo após essa pequena busca, deu inicio a segunda etapa dessa confraternização onde todos se serviram à mesa.
Ao término da confraternização os familiares agradeceram pelo trabalho que a UNP tem realizado dentro e fora dos presídios .
Para todo o Grupo este foi um dia muito especial. 




Colaborou: Mídia UNP - SP