6 de setembro de 2016

Quem dá recebe




"Dai, e dar-se-vos-á; boa medida, recalcada, sacudida, transbordante, generosamente vos darão; porque com a medida com que tiverdes medido vos medirão também." Lucas 6:38

  O cumprimento desta palavra, aconteceu na cadeia Pública de Guarujá / SP.

 Era uma Quinta feira, por volta das 7:45 de uma manhã fria, após terminar o culto das 7hs da manhã na Catedral da Universal no Guarujá subi correndo ao meu quarto e peguei uma blusa nova que ainda não tinha usado, havia ganhado de presente da minha mãe. Tirei a camisa social que vestia, e, com tanta pressa que estava, vesti somente a blusa sem nada por baixo e corri, pois, tínhamos que entrar no presídio até as 8hs.  
 Terminando de fazer a oração no pátio, como de costume, também fomos levar a palavra de cela em cela, quando, na última cela, estava um rapaz com uma camisa vermelha toda furada, tremendo de frio, tentando amenizar o frio ele esticava aquela camisa para cobrir as pernas. Foi assim que eu o encontrei, agachado em um cantinho tremendo de frio. 
 Após pregar a palavra (Salmo 37-5 - Entrega o Seu Caminho ao Senhor, confia nele e o mais ele fará) olhei para aquele rapaz e disse - Você crê na palavra de Deus? - Creio! – Então eu respondi - Se você realmente crê, tira essa camisa e dá ela para mim - Os demais na sela começaram a rir e dizer “vai, já está morrendo de frio mesmo, tira aí e dá...”  Zombavam dele, insisti dizendo - Não liga para ninguém e não olhe para as circunstancias, se você crê, me dá sua camisa - Para espanto dos demais ele se levantou tirou a camisa vermelha toda rasgada e me deu, na mesma hora tirei a minha blusa, muito boa por sinal, além de ser a primeira vez que estava usando, dei a ele e disse - Quem dá recebe, e você deu. Essa é uma lei de DEUS, você tem que receber, essa blusa agora é sua - Todos que zombavam dele ficaram calados.
Saí da cadeia com a camisa toda rasgada, ninguém me perguntou nada e nem falaram nada, mas mal sabia eu que o melhor ainda estava por vir. Voltei na outra Quinta feira, 7 dias depois, estava um calor terrível, encontrei o rapaz vestindo aquela blusa e com um semblante bem diferente, na outra Quinta feira, completando 15 dias quando cheguei na sela procurando ele, tive uma surpresa. Ele não estava lá, os outros detentos, quando me viram, perguntaram: “O que que você fez? O caso dele era muito sério, não tinha como ele ir embora...”. Outros diziam: “Eu que cometi coisa menor ainda vou para o CDP e ele foi embora, como pode? ”. A resposta foi - Ele recebeu porque deu, vocês só receberão a liberdade, que iniciará no interior de vocês, quando vocês derem as suas vidas para o Senhor JESUS –
 

 Portanto caro leitor se você também quer receber, aprenda a dar.



Colaborou Pr. Roberto dos Santos – UNP Campinas - SP


31 de agosto de 2016

Homenagem UNP- Nosso prazer é servir

Universal Nos Presídios  Participa de desfile em homenagem  aos 117 anos de Campo Grande MS




 A Prefeitura  Municipal de Campo Grande convidou a Igreja Universal do Reino de Deus para participar na ultima sexta-feira (26) das comemorações oficiais pelos 117 anos da Capital de Mato Grosso do Sul, Campo Grande, o desfile foi realizado às 08 hs na rua 14 de julho, onde milhares de pessoas compareceram.

 O importante convite feito pela administração Municipal, e aceito pela Universal,  demonstrou a importância social e educativa da Igreja Universal na cidade.
 A Igreja apresentou no desfile vários grupos existentes dentro da igreja, dentre eles o grupo Universal Nos Presídios,  criado pela Universal para atuar nas unidades prisionais levando a oportunidade de salvação aos presidiários e funcionários.
O grupo UNP (como é chamado) tem participado anualmente trazendo resultados significativos, e neste ano não foi diferente, durante o desfile um ex-detento saiu do meio da multidão e veio ate um obreiro para agradecer a importância do trabalho da UNP dentro do presídio, pois ele foi resgatado, liberto e transformado pelo Espírito​ Santo.



Quer conhecer o trabalho que Universal Nos Presídios realiza em sua cidade? Procure a Universal mais próxima e se informe.



30 de agosto de 2016

Fui humilhada na porta da Cadeia




 Tive uma infância muito triste, ainda criança sofri muito com a separação dos meus pais, eu era muito doente e cresci uma pessoa muito revoltada, aos 12 anos já comecei a me envolver com o cigarro e a bebida alcoólica e isso foi só o início de uma trajetória de vícios e destruição. Aos 15 anos já estava envolvida com uma quadrilha de roubo a banco, frequentava baladas e já vivia uma vida totalmente desregrada, foi aí que, buscando droga em uma das favelas da minha cidade, conheci o Francisco, hoje meu esposo.



Mal nos conhecemos e logo estávamos envolvidos e apaixonados, mas em pouco tempo, tudo foi se transformando, eu e o Francisco vivíamos em uma relação de amor e ódio, muitas agressões verbais e principalmente físicas. Eram muitas ameaças de morte, nós não tínhamos mais respeito um pelo outro e o que parecia um conto de fadas virou pesadelo, pois nessa época ele já era envolvido com roubo e com o tráfico e isso só contribuía para que eu me afundasse cada vez mais nas drogas. Eu acompanhava  meu esposo em tudo que ele fazia, aquela paixão me cegava e eu era doente de ciúmes, tanto que cheguei a quase tirar a vida de uma pessoa por causa dele, minha vida era um verdadeiro inferno, até que engravidei e logo em seguida o Francisco foi preso, e se já estava ruim ficou pior, eu que achava que tinha liberdade fiquei presa juntamente com ele, não fisicamente, mas em meio a tanto sofrimento que tive que enfrentar sozinha com um filho pequeno para criar morando de favor, dependente dos outros, onde tudo que passava era humilhações e descaso.
Quem chegou a receber esmola no
presídio hoje traz vida na porta da cadeia

Lembro-me de um momento em que me senti um lixo, eu estava na porta da penitenciaria com meu filho pequeno, pois tinha saído da minha cidade de madrugada e estava esperando o horário da visita, quando passou um homem bem vestido de boa aparência e chamando meu filho, que na época tinha uns 4 anos, lhe deu umas moedinhas, aquilo acabou comigo, me senti humilhada, não tive reação e eu que frequentava as melhores baladas do litoral, festas regadas a muita bebida e drogas com pessoas influentes da cidade, estava ali naquele lugar.  

Os vícios estavam acabando comigo, até tentava seguir uma vida normal mas tudo em mim cheirava a ódio, sentia gosto de sangue na boca, ostentava uma felicidade que na verdade não tinha pois era depressiva me sentia vazia, tentei o suicídio várias vezes e mesmo com o Francisco preso, tanto ele quanto eu nos envolvíamos com outras pessoas, me envolvi com outros homens tinha nojo de mim mesma mas procurava preencher um buraco que não tinha fim, até que em uma das visitas no antigo Carandiru fui evangelizada pelo grupo da Universal nos Presídios e recebi um convite para ir na Universal, não dei muita importância na hora, pois naquela altura em meio a tanto sofrimento eu já não tinha mais esperança, na verdade não acreditava mais em Deus, porque já tinha ido em várias igrejas evangélicas até na macumba e nada resolvia minha vida. O sofrimento só aumentava, então lembrei daquela palavra que ouvi na porta da cadeia e decidi ir a Universal como a última porta, e para a minha surpresa, ao chegar percebi que ali tinha algo diferente, enquanto muitos me julgavam e me condenavam sem ao menos me conhecer, na Universal as obreiras, obreiros e pastores me receberam de braços abertos sem se importar com a minha situação. Não foi fácil, minha libertação não ocorreu da noite para o dia, vinham as acusações, o desânimo, as dificuldades até o dia que me revoltei e comecei finalmente a usar minha fé, e desde então passei a ver o trabalhar de Deus na minha vida. 
 
De traficante a ganhador de almas

 A partir do dia que eu tomei a decisão de mudar, sempre que ia visitar o Francisco, eu o convidava  para ir às reuniões que a Universal fazia dentro da Detenção no Carandiru, mais ele sempre negava pois dizia que não era bandido de se esconder atrás de bíblia (pura ignorância), mas eu não insistia eu fazia a minha parte e ia mesmo assim, ele ficava lá do pátio me aguardando enquanto eu assistia, ali eu aprendi a usar minha fé. Comecei a levar fotos dele para os pastores orar, ungia minhas mãos com um azeite, que na época recebi na igreja, sempre que ia vê-lo, não sabia exatamente o que ia acontecer mas sabia que se aquele Deus que as pessoas falavam contando seus testemunhos verdadeiramente existisse, Ele iria fazer algo na minha vida, pois não tinha mais a quem recorrer, realmente não foi do dia pra noite, foi muita perseverança. Confesso que quase desisti de tudo, mas tudo o que tinha aprendido ficou guardado, e quando eu menos esperava o milagre aconteceu, o Francisco saiu depois de oito anos preso e muitos pedidos de Semiaberto.
 No início ele frequentava a igreja por insistência minha, pois eu tinha convicção de que não queria mais aquela vida. Agora já não era só eu e ele, tínhamos os meninos e eu queria lutar para ter uma vida diferente, foi com muita perseverança e através da dedicação dos homens e mulheres de Deus, que tiveram muita paciência de nos ajudar, que tudo começou a mudar. Meu esposo, que era uma pessoa agressiva, viciado e sem expectativa nenhuma na vida, começou a mudar, aos poucos foi se libertando e se transformando em um novo homem. Hoje é um pai maravilhoso, o esposo que eu sonhei, carinhoso, dedicado, batalhador que corre atrás de dar o melhor para nossa família e o principal, um servo de Deus. Não temos mais vícios, aprendemos a nos respeitar, buscando nas reuniões fomos totalmente libertos e hoje dedicamos as nossas vidas a ajudar outras famílias que estão passando pelo mesmo que passamos um dia,  meu esposo que ficou 8 anos passando de uma detenção a outra, hoje entra pela porta da frente para levar a palavra de Deus aos encarcerados, que se encontram precisando de uma direção para que possam ter suas vidas transformadas, assim como nós temos hoje, pois hoje sim somos verdadeiramente felizes, tudo que temos vem de Deus e temos a certeza que Ele tem muito mais a fazer ainda em nossas vidas. 

Nós somos o fruto do trabalho da UNIVERSAL NOS PRESÍDIOS!

 Veja o que o Bispo Afonso diz a todos que também passam por situações como essa:

 "Eu sei que há muitas pessoas chorando ao ler este testemunho, outras chorando ao chegarem no presídio, outras chorando desde que o familiar foi preso, mas assim também vivia este casal chorando, até que tomaram a decisão de buscar a DEUS." 

"...e DEUS lhes enxugará dos olhos toda lágrima."  (Apocalipse 7:17)

 Curta a página do Bispo Afonso no Facebook

29 de agosto de 2016

Música tema do Programa Momento do Presidiário

 Confira o clipe da música tema do Programa Momento do Presidiário


Música que tem tudo haver com o que a UNP e o Programa Momento do Presidiário desejam ao seu familiar que está preso.

E para sua vida Jesus também tem um plano. Busque a este Deus e ele vai mudar a sua vida.

13 de agosto de 2016

Pai vencedor


Aos 13 anos de idade Pedro conheceu as drogas e com a força de sua juventude "entro de cabeça " neste submundo que para muitos é sem volta. A prisão foi o resultado de suas escolhas na mocidade. "Vivia uma situação de humilhação e pressão por estar atrás das grades, a saudade das minhas filhas  filhas e esposa era algo me deixava  muito triste e decepcionado comigo mesmo". 
Pedro relata que foi bem difícil pois sempre dava uma de  "durão " , mas na prisão passou por momentos de lágrimas quando se deitava, quem o via, não imaginas o tamanho de seu sofrimento e os desejos de fuga só aumentavam naquela altura.
Porém Pedro conheceu a verdade e essa o libertou, através de uma evangelista da Universal nos Presídios, que levou fez chegar até ele a Palavra da  Verdade que por sinal é a ÚNICA que garante LIBERTAR, e assim deu seu inicio ha uma vida de entrega e obediência á Deus, e o resultado não demorou a aparecer.
Pedro havia sido condenado a passar 11 anos na prisão, porém cumpriu apenas 08 meses. Hoje  é possível ver a emoção no semblante de Pedro ao relatar os detalhes de como sua vida tem sido feliz ao lado da esposa e das filhas, fala do prazer de estar em casa e  poder ver suas filhas crescendo sobretudo com seu pai na presença de Deus. 
Sem dever absolutamente nada a justiça hoje traz o sustento para seu lar trabalhando por conta própria e em suas horas livres ajudando como voluntário no Grupo da Universal nos Presídios.
Pedro afirma que não consegue explicar em palavras a gratidão que tem a Deus pela chance de poder refazer a sua história seguir em frente e ser feliz! 

Quer conhecer a Universal nos Presídios? Vá a Uma Universal. Temos a certeza de que oque aconteceu com a vida do Pedro certamente acontecerá com você e seu familiar. 

Programa Momento do Presidiário
24hs Pensando em você!

Colaborou: Mídia UNP Ceará - CE

Ser um exemplo de Pai

"Tenho uma família é unida e abençoada. Tenho filhos maravilhosos e hoje posso estar junto deles desfrutando de suas conquistas e alegrias. 
Mas nem sempre foi assim, pois me envergonhava do pai que era, via que eles não mereciam um pai como eu, devido as más amizades e escolhas erradas cometi, atos que não me orgulho, pelo contrário me arrependo principalmente porque eu era um mal exemplo para os meus filhos. Fui detido 3 vezes contabilizando 9 anos encarcerado em regime fechado. Não podendo assim acompanhar o desenvolvimento e crescimento dos meus filhos. O que mais me deixava triste era que tipo de testemunho eu estava dando a eles. O trabalho da Universal nos Presídios, chegou até mim ali dentro da penitenciaria. Vi que podia ser liberto não só das grades que me aprisionava fisicamente mas daquilo que aprisionava o meu interior com os vícios, e a criminalidade. Alem de ser um homem liberto e com o nome limpo perante a sociedade. Sou liberto de tudo que me aprisionava e me tornava infeliz. Gozo de uma Paz indescritível e sirvo a Deus juntamente com toda a minha família.
Meu nome é Cinézio Marcos Nascimento Fernandez, tenho 46 anos. Sou um ex-presidiário que foi salvo pelo trabalho da Universal nos Presídios. "




Este é o trabalho da Universal nos Presídios. 

Colaborou: Mídia UNP Cuiabá - MT



26 de julho de 2016

A Saga de Moisés em Presídio de Franca - SP

Após o sucesso da saga nos cinemas de todo o Brasil, os voluntários da Universal que atua nos presídios levaram a saga para mais uma unidade prisional, confira.

Por Bruna Reis | Foto: Rafael Arenhart - Mídia UNP Ribeirão Preto

Depois do grande sucesso do filme Os Dez Mandamentos nos cinemas, os voluntários da Universal através do Grupo Universal Nos Presídios – UNP, tem levado aos presídios de todo o Brasil o filme com o objetivo de mostrar o poder do Deus libertador aos presidiários. E nesta oportunidade, chegou a vez da cadeia feminina do Jardim Guanabara, na cidade de Franca, interior paulista, que parou para acompanhar a exibição do filme em grande estilo.
Cerca de 120 presas foram beneficiadas pelo trabalho social e espiritual dos voluntários da UNP do bloco de Ribeirão Preto. Foi em um sábado à tarde no dia, 23 de julho de 2016, que pessoas que estão no fundo do poço, tiveram a oportunidade não apenas de conhecer a história de Moisés na luta para libertar o povo Hebreu, mas também de conhecerem o poder do Deus dos Deuses e Senhor dos Senhores, que livra e liberta a todos que Nele confiarem e entregarem a direção de suas vidas.
E não parou por aí, todas as presas tiveram direito a pipoca e refrigerantes como em um cinema convencional. A UNP pensa em tudo para ajudar na ressocialização de pessoas presas, não procuramos saber que crime cometeram, mas sim, nos preocupamos e muito com o que Jesus faria se estivesse no nosso lugar.
O Evento
O filme foi reproduzido através de um telão doado pelos voluntários da UNP, e deu início ás 18:00hs, aproximadamente 80 delas ficaram sentadas nas cadeiras levadas para a organização do evento, as demais assistiram em volta das grades atentamente cada cena. 

Relação com a Penitenciária

Periodicamente o Grupo UNP de Franca realiza um café da manhã especial para as famílias que muitas vezes passam a noite na porta dos presídios para visitar seus familiares no dia seguinte, neste momento o lado social do grupo distribui o alimento que para muitas, é a única refeição do dia. O Grupo também entra na unidade todas as terças feiras para levar a Palavra de Deus aos que desejam uma mudança de vida.  O Responsável pelo Grupo UNP da Cidade de Franca Obreiro Marcelo juntamente com sua esposa Luciana, realizam as ações sob a direção e orientação do Pastor Luiz Aparecido, responsável pelo bloco de Ribeirão Preto e mais algumas cidades do interior Paulista.

 O Objetivo
Muito mais importante do que o filme e o lanche, é a atenção doada pelos voluntários durante o evento, eles conversaram com as mulheres, fazem orações específicas e prestam a assistência espiritual que sem dúvidas é o que traz a mudança por completo.
 “ - Elas nem piscavam os olhos durante a exibição do filme. Muitas se debulharam em lágrimas nas cenas em que os filhos eram tirados de suas respectivas mães, à semelhança do que acontece nos presídios quando termina o período de amamentação. ” – Disse o pastor Luiz Aparecido.
Uma oração geral ainda foi realizada pelo pastor, para que assim como o mar se abriu no passado, viesse se abrir na vida delas, se passarem a obedecer a palavra de Deus.
O nosso alvo, é levar até elas, a direção de Deus, a fé, a certeza de que existe sim uma saída, a convicção de que ainda há tempo para transformarem a sua história. E que nós da Universal estaremos prontos para ajuda-las nesta decisão. Assim também cremos que a sua vida pode mudar se decidir obedecer a este Deus Único e Poderoso. Para isso as portas da Universal estão abertas todos os dias, o que você tem a perder?


Segue mais imagens deste evento

Deus ilumine a Todos!

27 de junho de 2016

Universal realiza Casamento Coletivo em Presídio do Amapá

Evento visa a ressocialização dos presos



O estado do Amapá conta, atualmente, com uma superlotação nos presídios de 63% (mais de 2,6 mil presos para 1.646 vagas) e, no prazo médio de 5 anos, recebe de volta no sistema penitenciário um de cada quatro presos colocados em liberdade.

Os dados acima são de uma pesquisa realizada em 2015 pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), a pedido do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), e mostram que ainda faltam políticas de ressocialização para ex-detentos.

Pensando em contribuir para que esse índice dos que retornam à prisão não aumente, o grupo Presídios da Universal vem realizando trabalhos sociais com os apenados, visando a ressocialização deles ao deixarem a prisão.

Entre as diversas ações realizadas com esse intuito, no último dia 10 de junho aconteceu, na capital do Amapá, Macapá, o casamento coletivo de 26 detentos, nas dependências do Instituto de Administração Penitenciária do Amapá (Iapen).

“Temos a absoluta certeza de que um bom casamento e o apoio familiar ajudam na recuperação e ressocialização de um reeducando. A pessoa se sente mais confiante e quer se tornar útil à sociedade”, explicou o pastor Sebastião Alves Souza, responsável pelo grupo Presídios no Amapá.

“Esse trabalho realmente ajuda na reinserção social”

O evento contou com a presença de autoridades do estado, como o secretário de Justiça e Segurança do Amapá, Gastão Callandrini, o prefeito de Macapá, Clécio Luis Vilhena Vieira, e a juíza titular da Vara de Execução Penal, Lívia Simone Oliveira, entre outros.

Os presos e suas esposas também participaram de um curso matrimonial. Ao final da cerimônia, todos os presentes ganharam uma cópia do livro “Namoro Blindado”, do casal de apresentadores Renato e Cristiane Cardoso, do programa “Escola do Amor”, exibido aos sábados pela Record.

O diretor do presídio, Jefferson Dias, exemplifica a importância do matrimônio para os detentos lembrando do caso de um detento que participou de uma cerimônia em 2013 e hoje é um dos internos que ajudam na ressocialização dentro do presídio.

“Esse trabalho realmente ajuda na reinserção social e faz com que o detento tenha o desejo de se tornar novamente um homem de bem e ter uma vida digna na sociedade. Após o curso e o casamento, nós notamos mudança no modo de pensar e agir de cada um deles”, afirmou Dias.


Veja no vídeo abaixo como foi o casamento coletivo:



A Igreja Universal tem projetos em penitenciárias que dão suporte a mais de 570 mil presos, cerca de 80% da população carcerária do Brasil. Se você quer saber mais sobre o trabalho do grupo, clique aqui, ou procure uma Universal mais próxima de sua casa e converse com o pastor ou bispo responsável.



21 de junho de 2016

O Recomeço Após o Crime

Ex-detentos contam como conseguiram se reinserir no mercado de trabalho e especialistas dão dicas essenciais para todos aqueles que erraram e desejam ter uma nova chance


"Tudo que eu queria era recomeçar, mas não sabia como." Esse era o pensamento de Haroldo Dias Souza, de 48 anos, (foto ao lado) ao ver a luz do sol pela primeira vez após 15 anos de detenção. Desta vez ele estava disposto a mudar sua história e sair do mundo do crime, mas como conseguir trabalho após ter cometido sucessivos erros perante a lei que acabaram com sua reputação? 

O drama de Haroldo mostra muito bem o que a maioria dos ex-detentos passa após cumprir suas penas. E o número de presos é alto. Segundo dados do Levantamento Nacional de Informações Penitenciárias (Infopen), o Brasil está em quarto lugar entre os 10 países com maior população carcerária do mundo. São 622.202 pessoas privadas de liberdade para pouco mais de 360 mil vagas.

O atual diretor-presidente da Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário do Mato Grosso do Sul (Agepen-MS) e juiz de Direito, Ailton Stropa Garcia, explica que, apesar da superlotação nas prisões, ele tem acompanhado verdadeiras histórias de transformação. “Há muitos bons exemplos em nosso sistema prisional. Só que a vitória nesse campo depende da participação ativa do Estado”, ressalta.

A chama que incita à mudança

Haroldo nasceu em Minas Gerais e com 18 anos se mudou para São Paulo. Movido pela ilusão de ficar rico em um curto espaço de tempo se envolveu com uma facção que clonava cheques e cartões. “Com o dinheiro que ganhei cheguei a cursar Direito, que era um sonho de infância. Quando estava no terceiro semestre, fui preso”, diz.

Passados 15 anos, em 2012, e após ser preso pela décima primeira vez, Haroldo conheceu na detenção um obreiro da Universal que entregou a ele uma edição da Folha Universal e o livro Fé Racional, do Bispo Edir Macedo. “Por meio da leitura, vi que o crime não me trazia paz. Comecei a participar dos encontros na igreja do presídio e, mesmo sem ter ninguém para me visitar, não me sentia mais sozinho”, recorda.

Em 2015, ele ganhou a liberdade. “Cheguei à estação rodoviária Barra Funda, em São Paulo, com o livro do Bispo Macedo embaixo do braço. Na primeira noite dormi de favor. Um colega havia me emprestado R$ 100 e, com esse dinheiro, comprei algumas camisas para revender. Logo paguei meu próprio aluguel”, conta.

Depois, fez um currículo e passou a distribuí-lo pelos comércios. “Hoje, trabalho como garçom em um restaurante e também sou corretor de imóveis. Meu desejo é ter minha própria imobiliária. Casei no começo do mês e estou realizado. A fé me salvou”, comemora.

Ajuda que fortalece o trabalho do Estado

Segundo Ailton Stropa Garcia, existem alguns órgãos que atendem os egressos, mas isso não basta para uma reinserção efetiva. “Por isso, o trabalho que a Universal realiza é de suma importância. Ele permite que, por meio da fé, o interno consiga acreditar em um novo futuro”, enfatiza.

Há mais de 30 anos, a Universal mantém um vasto trabalho nos presídios e penitenciárias. São mais de 11 mil voluntários que atendem 80% da população carcerária do País. Além de visitas, reuniões, batismos e orações, o grupo de evangelização também promove ações sociais.

“Nossa missão dentro e fora das unidades prisionais é fazer com que cada uma dessas pessoas encontre um novo caminho de vida por meio da fé. As levamos a refletir (meditar) na Palavra de Deus. E temos acompanhado muitos casos de sucesso de pessoas que conseguem se recolocar no mercado de trabalho”, explica o coordenador da evangelização em unidades prisionais no Brasil, bispo Afonso da Silva.

Fé que transforma

Vanessa de Lima Costa, de 35 anos, (foto ao lado) comerciante, e Robert Martelli, de 42 anos, (foto abaixo) especialista em banco de dados, são dois dos casos de sucesso citados pelo bispo Afonso da Silva. Depois de conheceram o trabalho da evangelização no presídio em que estavam, eles tiveram certeza de que poderiam transformar suas vidas.
A prisão de Vanessa aconteceu em 2008, quando ela participou de um sequestro. “Fui condenada a sete anos de reclusão. Eu já tinha sido obreira da Universal, então me sentia envergonhada quando via as obreiras.

Mas, em meio ao sofrimento, nasceu em mim o desejo de voltar para a fé. Arrependi-me de tudo que havia feito e decidi que quando saísse procuraria um trabalho honesto”, afirma.

Há nove meses em liberdade ela se considera vitoriosa. “No começo foi difícil porque existe preconceito, só que persisti. Meu esposo nunca desistiu de mim, trabalhamos juntos e temos o nosso próprio comércio de distribuição de bebidas. E não vou parar por aí. No ano que vem vou estudar Jornalismo”, detalha Vanessa, que hoje é candidata a obreira na Universal.

Em janeiro de 1998, Robert cometeu um assalto à mão armada. Foi preso e condenado a cinco anos e sete meses de reclusão. “Já fazia um ano que estava preso quando participei de uma Reunião de Libertação. Entendi que tinha um grave problema espiritual”, diz.

Após três anos e meio, ele ganhou a liberdade condicional. “Recomecei a trabalhar vendendo pães de queijo feitos pela minha esposa. Ao mesmo tempo, disparava currículos diariamente. E assim, há 11 anos, consegui ser contratado para trabalhar em uma multinacional do varejo e estou lá até hoje”, destaca.

O outro lado da moeda

Mas e o lado de quem emprega? Sabe-se que a confiança é essencial para o convívio no ambiente de trabalho. Assim, a dúvida entre dar ou não uma chance a quem já foi desonesto uma vez é recorrente entre os empresários.

Luiz Carlos de Souza, de 54 anos, (foto ao lado) e Sérgio Hoffman, de 43 anos, (foto abaixo) expõem que já abriram as portas de suas empresas para dar oportunidades a ex-detentos e afirmam com toda certeza: vale a pena.

“Há sete anos estava com uma vaga de ajudante de padeiro. Entrevistei um rapaz de 28 anos que já tinha cumprido pena. Na hora fiquei desconsertado, mas vi sinceridade e o contratei”, conta Luiz Carlos.

Durante os três anos em que trabalhou na padaria de Luiz Carlos, o jovem se destacou. “Sei o quanto é complicado, porém acredito que eles merecem se recolocar profissionalmente. É preciso ampliar o trabalho de reintegração. É a chance de construir um novo Brasil”, alega Luiz Carlos.

Sérgio é proprietário de uma imobiliária e relata que, há quatro anos, quando fazia o trabalho de evangelização nos presídios, conheceu um homem chamado Marcos. “Vi o desejo de mudança dele e, logo que ele saiu, dei a ele uma oportunidade profissional. Ele me surpreendeu, porque executava todo o trabalho com excelência”, revela.

O rapaz citado por Sérgio é Marcos Datri, que hoje é pastor na Universal. Sérgio se orgulha por ter tido a oportunidade de ajudá-lo. “Ganhei um amigo. Tenho muita alegria em saber que faço parte da história de superação dele. Por isso, temos que julgar menos as pessoas que querem recomeçar e ajudá-las nesse processo”, finaliza.

O desejo vem de dentro

Pessoas que antes se sentiam apenas um número para a sociedade, hoje despertaram sua fé e conseguem dar todos os dias um novo passo para a felicidade. Elas são exemplos de que é possível se arrepender e mudar de verdade.

Todo erro traz consequências, mas não é porque você falhou, seja pelo motivo que for, que a esperança do recomeço deve se apagar de sua vida. Mesmo que seja difícil, escolha o certo e não desista de lutar. O primeiro passo para transformar qualquer atitude é a decisão, depois vem o esforço e, com ele, a persistência para construir um novo amanhã.

E lembre-se de que você não está sozinho nesta batalha.

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Por Ana Carolina / Fotos: Marcelo Alves

Fonte: Universal.org

Concentração de Fé com as Famílias de Presos- Toque no Manto

Realizada pelo bispo Afonso da Silva, exclusivamente para familiares de presos, que unidos estavam em busca de um milagre para seus entes queridos, esta concentração de fé aconteceu na Universal do Jaçana, dia 26/05/16. veja como foi...